Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro reagiram à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que mantém o antigo chefe do Executivo em prisão domiciliar humanitária, mas restringe as visitas. Por 30 dias, apenas médicos, fisioterapeutas e advogados podem visitá-lo.
Os filhos do ex-presidente, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, o ex-vereador Carlos Bolsonaro e o vereador Jair Renan Bolsonaro, manifestaram críticas à limitação de visitas em suas redes sociais. Flávio Bolsonaro declarou que a decisão é “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”, afirmando que o ex-presidente “foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra”.
A restrição ocorreu após o ex-presidente divulgar uma “Carta aos Brasileiros” pedindo votos ao filho. Em 13 de julho, Moraes interrompeu o direito de Flávio de visitar o pai por 90 dias, mesmo ele estando registrado como um dos advogados.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, comentou que a suspensão das visitas demonstra a intenção de violar direitos humanos por parte do campo político da esquerda e do ministro. O deputado federal Marcel van Hattem também classificou a medida como “interferência descarada” nas eleições de outubro.


