A primeira-dama atribuiu a críticas sobre seus gastos em viagens ao exterior à “misoginia pura”, em entrevista. A declaração se conecta ao debate sobre o Projeto de Lei da Misoginia, que equipara o ato a crime.
A primeira-dama afirmou que a acusação de ser “gastadeira” por conta de viagens internacionais decorre de “misoginia pura”. O cientista político Fernando Schuler apontou que essa declaração oferece um argumento para contestar o PL da Misoginia, que aguarda votação na Câmara.
O projeto, já aprovado no Senado, estabelece que misoginia é crime equiparado ao racismo. Segundo a análise, questionar despesas de figuras públicas femininas pode configurar crime inafiançável e imprescritível.
A discussão expõe os riscos de uma definição jurídica aberta, como a presente no projeto em análise, ao vincular o questionamento financeiro a uma ofensa criminal.

