Um hack revelou que o aplicativo de música por inteligência artificial Suno coletou milhões de faixas, possivelmente protegidas por direitos autorais, da internet para treinar seu modelo. A exposição detalhou como o conteúdo foi extraído de plataformas como YouTube Music e Deezer, alimentando o sistema de geração musical.
O Suno, que enfrenta processos judiciais sobre direitos autorais, já havia admitido em resposta a ações legais que utilizou “essencialmente todos os arquivos de música de qualidade razoável acessíveis na internet aberta” para o treinamento de sua IA. Segundo o relatório de veículos de comunicação, o hack detalhou a obtenção desse material, mostrando que o Suno puxou músicas e letras de diversos sites, incluindo bibliotecas de música livre como Jamendo e IMSLP.
O código obtido pelo hacker indicou a vasta escala da coleta. Um arquivo específico continha 2.013.545 clipes de música do YouTube Music, e outro registrou 113.879 horas de música do YouTube Music nos datasets da IA. O indivíduo que realizou o hack, sob o pseudônimo ellie.191, também alegou ter acessado dados sensíveis de usuários, como informações de pagamento do Stripe.
Em resposta, o Suno afirmou à imprensa que seus modelos foram treinados em arquivos de música disponíveis publicamente em sites de terceiros. A empresa declarou que seu objetivo é “ajudar as pessoas a criar música nova original, não replicar a de outra pessoa”, apesar de testes mostrarem a capacidade do aplicativo de replicar obras de artistas conhecidos.

