Pesquisadores identificaram em um meteorito que atingiu uma residência em Hillsborough, Nova Jersey, em 2024, evidências de química orgânica e fluidos salinos. O estudo, conduzido por cientistas do SETI Institute e da NASA, aponta que os fragmentos vieram de uma região superficial de um asteroide primitivo.
A análise forense dos fragmentos revelou a presença de material preservado de perto da superfície de um asteroide primitivo, onde ocorreram fluidos salinos concentrados. Segundo o autor principal, o processo não era conhecido em mundos protoplanetários desse tipo. O espécime foi classificado como um condrito carbonáceo CM1/2, uma classificação intermediária entre os tipos CM1 e CM2.
Cientistas descobriram fragmentos ricos em sal, sugerindo que eles se originaram de uma área superficial do asteroide parental, onde a água líquida evaporou e concentrou sais. A alta concentração de sal em fluidos salinos pode gerar moléculas cruciais para a vida na Terra. O meteorito continha 1,8% de carbono e 0,07% de nitrogênio, com isótopos típicos de meteoritos CM.
A pesquisa também identificou diversos compostos orgânicos solúveis, incluindo aminoácidos. A equipe concluiu que a entrega desses compostos por corpos do tipo CM pode ter contribuído para o inventário orgânico pré-biótico na Terra. A distribuição complexa de aminoácidos, segundo os pesquisadores, formou-se no corpo parental, auxiliada pela química de fluidos salinos.

