A América Latina possui potencial em minerais críticos, essenciais para a transição energética e defesa. Contudo, o relatório da Moody’s aponta que a região enfrenta entraves significativos, como a alta necessidade de capital, lacunas tecnológicas e dependência do processamento asiático.
O estudo da agência de classificação de risco indica que o mercado de minerais críticos na América Latina é dividido entre grandes produtores estabelecidos e novos participantes. Empresas como Codelco, SQM e Vale possuem vantagem competitiva devido à conformidade regulatória e escala. Já os novos entrantes enfrentam barreiras elevadas, especialmente para obter financiamento sem contratos firmes de compra.
Além disso, os regimes regulatórios locais tornam-se mais complexos, aumentando os riscos de licenciamento e a intensidade de capital. A Moody’s explica que, embora os fundamentos da região sejam fortes, as condições são mais difíceis para projetos de processamento (downstream) do que para a mineração (upstream).
A infraestrutura e a execução técnica também impõem limites. Sistemas rodoviários deficientes e a falta de acesso a portos elevam custos, como visto no lítio na Argentina. A produção de materiais para baterias exige conhecimento químico avançado, que muitas operadoras locais não possuem, aumentando a dependência de parceiros estrangeiros.

