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Economia

Tarifa de 25% dos EUA força setor madeireiro a operar com metade da capacidade

Carla Fernandes
Última atualização: 18 de julho de 2026 07:30
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A indústria brasileira de madeira processada opera com cerca de 50% da capacidade instalada após a imposição de uma tarifa de 25% pelos Estados Unidos. O superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) defendeu que o governo brasileiro retome imediatamente as negociações diplomáticas com Washington.

Segundo o executivo, os Estados Unidos recebem, em média, 50% das exportações brasileiras de madeira processada. A nova sobretaxa interrompe o processo de recomposição de estoques e participação no mercado americano, que vinha ocorrendo após a derrubada de tarifas anteriores em fevereiro.

A rodada anterior de tarifas gerou uma redução média de 40% nas exportações do setor, o que representou mais de US$ 300 milhões de perda entre 2024 e 2025. Diante disso, as empresas avaliam medidas temporárias, como férias coletivas e diminuição da produção.

A Abimci informou ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que os produtos brasileiros complementam a oferta local americana, e não competem diretamente. O executivo afirmou que “Não faz sentido comercial nem econômico a tarifação dos produtos madeireiros brasileiros”.

A entidade pede que o governo brasileiro busque aumentar as listas de isenções por famílias tarifárias, avaliando cada segmento conforme o grau de complementaridade com a economia americana.

TAGGED:abimciComércio Internacionalexportacao-brasilsetor-madeireirotarifas-eua
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