Adiar o pedido de benefício do Seguro Social do maior rendimento até os 70 anos aumenta a renda mensal da cônjuge sobrevivente em mais de US$ 18.000 anuais. Essa decisão, irreversível, é apontada como o principal mecanismo de planejamento financeiro para garantir a estabilidade da casa.
A regra do Seguro Social estabelece que, em caso de falecimento de um cônjuge, o sobrevivente recebe o maior dos dois benefícios, e o menor desaparece. Para mitigar o risco de despesas fixas como hipoteca e impostos, o planejamento antecipado é crucial. Cada mês que o maior rendimento adia o benefício após a idade de aposentadoria integral (FRA) até os 70 anos, ele acumula créditos adiados, equivalentes a cerca de 8% por ano em benefícios permanentemente mais altos.
Um exemplo prático mostra que o benefício mensal pode subir de cerca de US$ 2.100 para aproximadamente US$ 3.720. Além do benefício previdenciário, outros fatores devem ser considerados, como o custo de moradia. É necessário dimensionar os gastos da casa apenas com a renda projetada do sobrevivente, incluindo o Seguro Social e eventuais pensões.
Três estratégias são sugeridas para cobrir possíveis lacunas financeiras: contratar seguro de vida por prazo determinado, dimensionado ao saldo devedor da hipoteca; manter um fundo de reserva para cobrir custos inesperados de manutenção; e, se necessário, realizar um *downsizing* para uma moradia de menor custo.

