O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,1% em maio, indicando uma perda gradual de força na atividade econômica brasileira. O dado, que serve como prévia do Produto Interno Bruto (PIB), apontou maior fraqueza nos setores de serviços e comércio varejista, enquanto o agronegócio teve contribuição negativa.
A análise setorial divulgada pelo IBGE mostrou sinais mistos em maio. A indústria, por outro lado, manteve uma trajetória de recuperação sólida, com crescimento de 0,4% na comparação mensal. Serviços e impostos registraram ganhos tímidos de 0,1%. Contudo, agricultura e pecuária recuaram 1,0% no mês, compensando parcialmente o desempenho dos demais segmentos.
Economistas da XP mantiveram a projeção de 2,0% para o PIB em 2026, citando o crescimento da renda real e o suporte de medidas de estímulo governamental à demanda doméstica. Matheus Pizzani, economista do PicPay, explicou que o varejo foi o principal fator para evitar um desempenho melhor do setor de serviços, devido ao impasse inflacionário.
Leonardo Costa, economista do ASA, afirmou que os dados são compatíveis com uma desaceleração gradual. Ele projetou PIB de +0,5% no segundo trimestre de 2026, reforçando a percepção de perda de fôlego após o desempenho mais forte no início do ano.

