Objetos do cotidiano, como celulares e travesseiros, podem concentrar mais bactérias que o vaso sanitário, segundo estudos de universidades americanas e estoniana. Especialistas apontam que o contato frequente com esses itens transfere microrganismos para a superfície, diferentemente do banheiro, que costuma ser limpo regularmente.
O celular lidera a lista de itens contaminados. Pesquisadores da Universidade do Arizona calculam que o aparelho pode conter até **dez vezes mais bactérias** que a tampa de uma privada. Isso ocorre porque o toque diário transfere microrganismos das mãos para a tela. A situação se agrava quando o aparelho é usado em ambientes sanitários.
A professora de epidemiologia da Universidade de Michigan, Emily Martin, comparou o hábito de levar o celular ao banheiro à falta de lavagem das mãos após o uso do vaso. Um estudo da Universidade de Tartu, na Estônia, analisou aparelhos de estudantes e detectou mais de **17 mil cópias de genes bacterianos**, incluindo E. coli e MRSA, uma superbactéria resistente a antibióticos.
Outro foco de contaminação é o travesseiro. Um teste realizado pela Amerisleep mostrou que a fronha acumulou mais germes que um assento sanitário em apenas uma semana sem lavagem. Suor, células mortas e ácaros se acumulam no tecido. A recomendação é lavar a fronha semanalmente e trocar o travesseiro entre **seis meses e dois anos**, conforme o estado de conservação.
Além desses itens, controle remoto, interruptores de luz e maçanetas também merecem atenção, pois são superfícies tocadas constantemente por diversas pessoas e raramente incluídas na rotina de limpeza.

