A Defesa Agropecuária de São Paulo estabeleceu novas regras para o combate ao Greening, doença que afeta a citricultura. A medida, formalizada pela Portaria Defesa nº 46 de 2026, classifica os municípios paulistas conforme a incidência do HLB/Greening, alterando as obrigações de erradicação para produtores.
As normas de produção de mudas cítricas exigem que os viveiros sejam telados contra insetos vetores e que haja sistemas de desinfecção para calçados e ferramentas. Além disso, a genética utilizada na enxertia deve ser proveniente de plantas matriz cadastradas e fiscalizadas pela Defesa Agropecuária. A Portaria Defesa 14 de 2023 exige laudos que comprovem a ausência de doenças como Phytophtora e Nematóides nos lotes.
A venda ambulante de mudas de cítricos, incluindo limões, limas, tangerinas e laranjas, é proibida. O comércio deve ser cadastrado e emitir certificados fitossanitários para garantir a sanidade das plantas. A Defesa Agropecuária alertou que plantas infectadas em quintais podem contaminar pomares comerciais distantes.
A nova classificação municipal, baseada em relatórios semestrais, define que, em áreas de alta incidência, produtores não precisam mais erradicar árvores adultas doentes. Nesses locais, a eliminação é exigida somente para plantas novas, com até três anos. Em municípios de baixa incidência, a erradicação permanece obrigatória para todas as idades, segundo Alexandre Paloschi, chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.

