O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), inviabilizou neste sábado a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro considerou prejudicado o pedido da defesa, pois a decisão anterior, proferida na sexta-feira, suspendeu por 30 dias todas as visitas sociais ao ex-presidente.
O requerimento de visita havia sido protocolado diante da expectativa de encontro com Milei, um aliado internacional do bolsonarismo. O presidente argentino confirmou presença em convenção do PL em São Paulo, onde será oficializada a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, e afirmou que seguiria para Brasília para “cumprimentar” o ex-presidente.
Moraes afirmou que não havia mais o que decidir, visto que a nova decisão sobre a pena restringe o acesso à residência. Segundo o despacho, permanecem autorizadas apenas as visitas de médicos, fisioterapeutas e advogados. O ministro escreveu: “Em virtude do item 1 de decisão proferida em 17/7/2026, julgo prejudicado o pedido, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 dias“.
A medida é desdobramento de novas restrições impostas por Moraes na noite de sexta-feira. O ministro concluiu que o ex-presidente descumpriu medidas cautelares ao produzir uma carta de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Embora tenha mantido a prisão domiciliar, Moraes endureceu as restrições para impedir influência no processo eleitoral, proibindo reuniões político-eleitorais e a divulgação de manifestos.

