A segurança pública no Brasil deve ir além da repressão criminal, pois a preservação da ordem exige a garantia de condições sociais para o convívio. Especialistas apontam que a modernidade introduziu riscos como o crime virtual e a desigualdade social, exigindo uma atuação estatal mais ampla.
A manutenção da ordem pública não se limita à perseguição de atos criminosos. Segundo o autor, a segurança deve assegurar condições para o bom convívio social, enfrentando desafios gerados pelo desenvolvimento econômico e tecnológico. Esses riscos incluem a expansão da criminalidade organizada em escala transnacional e o surgimento do delito virtual, que utiliza bases de dados para apropriação de informações.
A Constituição brasileira estabelece a segurança como direito e responsabilidade de todos, demandando uma articulação entre o Estado e a comunidade. O texto argumenta que a segurança pública é, antes, garantia do exercício pleno da cidadania, e não apenas uma atividade repressiva.
Para combater os abismos sociais, é fundamental que o Estado investigue as causas da violência, como a exclusão e as precárias condições de vida. A efetividade dos direitos sociais, como saúde e educação, é vista como caminho para reduzir a necessidade de repressão criminal, promovendo a paz social.

