A proibição de encontros político-eleitorais entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), gera preocupação na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A medida restringe o momento em que Bolsonaro costuma definir estratégias e arbitrar impasses, afetando as negociações pré-convenções partidárias.
Interlocutores do senador Flávio Bolsonaro afirmam que a restrição judicial dificulta a reta final das negociações, período em que as definições sobre candidaturas e alianças são mais sensíveis. Embora parte das articulações estaduais esteja encaminhada, a impossibilidade de Bolsonaro participar de encontros políticos obriga o PL a reorganizar a condução dessas negociações, segundo aliados.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio, classificou a decisão de Moraes como “extravagante, inusitada e sem precedentes”. O ministro havia endurecido as restrições após Bolsonaro elaborar uma carta de apoio à pré-candidatura de Flávio. As novas regras suspendem visitas sociais por 30 dias e proíbem encontros com fins político-eleitorais até o fim das eleições.
Além de alterar a dinâmica de campanha, a decisão também amplia a influência de Michelle Bolsonaro na interlocução com o ex-presidente. Segundo fontes, a ex-primeira-dama concentrará maior contato cotidiano com Bolsonaro, visto que os filhos estão impedidos de se reunir com ele. A restrição também impactou a agenda, impedindo a presença de Michelle em evento anterior, conforme relatado pela imprensa.

