Um drone iraniano atingiu um navio cargueiro no Estreito de Ormuz, reacendendo hostilidades entre Estados Unidos e Irã. O incidente, ocorrido após um acordo preliminar, colocou os dois países novamente no caminho de um conflito em larga escala, desestabilizando o Oriente Médio.
O ataque ocorreu após o Irã advertir embarcações contra o uso de rota alternativa na passagem supervisionada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. O Irã havia buscado controle sobre o estreito, que é vital para o transporte de um quinto do petróleo e gás comercializados globalmente. O acordo preliminar previa a reabertura total, mas permitia que o Irã administrasse o tráfego marítimo, o que foi contestado pelos Estados Unidos.
A escalada se intensificou após os Estados Unidos lançarem ataques contra instalações iranianas um dia após o incidente de 25 de junho. O Irã retaliou atacando petroleiros e, posteriormente, países vizinhos do Golfo, como Kuwait e Bahrein. Os Estados Unidos revogaram também uma autorização que permitia ao Irã vender petróleo em dólares americanos, o que Teerã considerou uma violação do acordo.
Os confrontos se expandiram para infraestrutura civil. Nos últimos dias, os Estados Unidos bombardearam pontes e estações de energia no sul do Irã. Em resposta, o Irã atacou uma usina de dessalinização no Kuwait. O líder Donald Trump afirmou que a ofensiva americana foi uma resposta aos ataques, mas também sugeriu que a campanha militar poderia terminar rapidamente.

