Um casal aposentado enfrenta um dilema financeiro ao considerar a redução de seu imóvel, pois uma hipoteca com taxa de 3% impede a venda. Os custos de manutenção e impostos crescem mais rápido que o reajuste do benefício do Seguro Social, gerando paralisia na decisão de mudança.
O casal, que recebe benefícios do Seguro Social e possui um IRA modesto, refinanciou sua casa há anos com uma taxa de aproximadamente 3%. Embora a parcela da hipoteca seja o custo mais baixo, despesas como impostos prediais, seguro residencial e manutenção aumentaram significativamente. Eles planejam reduzir o tamanho da moradia há anos, mas o custo de novas hipotecas anula a economia potencial.
Apesar disso, o mercado imobiliário mostra sinais de movimento. Dados indicam que o volume de hipotecas fechadas para compra de imóveis atingiu o nível mais alto em mais de três anos em junho, segundo uma fonte de dados. Contudo, o rendimento do Tesouro de 10 anos permanece próximo a 4,6%, mantendo as taxas de hipoteca atuais bem acima dos 3% que o casal possui.
A decisão, contudo, depende mais da renda fixa do que da taxa de juros. O reajuste do custo de vida (COLA) de 2026 foi de 2,8%, o que representa um aumento mensal de cerca de 126 dólares para uma renda combinada de 4.500 dólares. No entanto, os custos de manutenção de uma casa antiga frequentemente superam esse aumento. A venda do imóvel, avaliado em 525.000 dólares com 150.000 dólares de saldo devedor, liberaria capital que, mesmo aplicado a 1,65% em um CDB, geraria renda adicional.

