Em julho de 2010, uma jornalista brasileira estava em Madri e acompanhou a final da Copa do Mundo, onde a seleção espanhola venceu o torneio. A profissional, que não tinha experiência em esportes, narra a atmosfera de esperança e a euforia da vitória da Roja.
A jornalista foi escalada para reforçar a editoria por ser brasileira, mesmo sem repertório futebolístico. Ela escreveu sobre a tradição brasileira de pintar ruas e explicou o meme “Cala a boca, Galvão”, que se tornou a matéria mais viralizada na época. Naquele período, a seleção espanhola, que começou o torneio perdendo, chegou longe, culminando na vitória sobre Portugal, comandado por Cristiano Ronaldo, então com 25 anos.
No dia da final, a redação vivenciou um clima tenso, mas esperançoso. A profissional, que torcia pela Espanha, descreveu a cena da festa na rua, onde torcedores celebravam a conquista. Ela relatou sentir-se feliz, mas com um pouco de inveja ao observar a euforia.
Hoje, 16 anos após o evento, a jornalista observa que o Brasil não conquistou o hexacampeonato esperado, e a seleção espanhola também não inaugurou uma dinastia após o título. A profissional, editora-assistente de Mundo, recorda o momento em que se sentiu parte da celebração, vestindo a camisa da Roja.

