Ataques de um drone iraniano em um navio cargueiro no Estreito de Ormuz reacenderam as hostilidades entre Estados Unidos e Irã. O incidente, ocorrido após um acordo preliminar de paz, minou os pilares do pacto e aproxima os dois países de um novo conflito em larga escala.
O ataque, que não resultou em vítimas ou grandes danos, desencadeou uma sequência de confrontos que desestabiliza a região. O acordo inicial previa a reabertura total do estreito, mas incluía uma cláusula que sugeria que o Irã administraria o tráfego marítimo e poderia cobrar taxas, o que gerou disputa com os Estados Unidos e outros países.
Os Estados Unidos lançaram ataques contra instalações militares iranianas um dia após o incidente de 25 de junho. Em retaliação, o Irã atacou um petroleiro na rota alternativa e, posteriormente, estendeu os ataques a países vizinhos do Golfo, como Kuwait e Bahrein. A escalada se intensificou com ataques recentes dos EUA a pontes e estações de energia no sul do Irã.
O Irã declarou que os ataques americanos resultaram na morte de pelo menos 46 pessoas e ferimentos em mais de 400 desde o reinício das hostilidades. O país considera o controle do estreito uma “linha vermelha intransponível”, enquanto os Estados Unidos revogaram uma autorização que permitia ao Irã vender petróleo em dólares americanos, o que também foi visto como violação do acordo provisório.

