Um estudo analisou 1.650 projetos de lei propostos na Câmara dos Deputados e concluiu que 86,7% deles prejudicam a liberdade econômica do país. Os dados indicam que a maioria das propostas legislativas tende ao intervencionismo, afetando negativamente o mercado brasileiro.
A pesquisa, desenvolvida pelo Ranking dos Políticos em parceria com o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica e o Fé & Trabalho, avaliou o impacto das propostas em seis dimensões, como tamanho do governo e regulação. O resultado foi desalentador: dos 1.021 projetos que tratam de liberdade econômica, apenas 10,7% aumentam essa liberdade.
Ao considerar todos os 1.650 projetos, 55,3% apresentam implicações negativas à liberdade econômica. O estudo também observou que o intervencionismo aumenta em cinco pontos percentuais à medida que o projeto avança na tramitação. Os partidos Solidariedade e PDT registraram maior índice de intervencionismo que o PT.
Os temas mais concentrados em proposições intervencionistas são tributação, infraestrutura e saúde. O partido Novo se destacou como o único com mais propostas liberalizantes que intervencionistas. A análise sugere que a maioria dos parlamentares busca favorecimentos corporativos em detrimento da concorrência privada.

