Um estudo está mapeando os gases intestinais humanos utilizando sensores vestíveis, com o objetivo de entender melhor o sistema gastrointestinal. A iniciativa, conduzida pelo Human Flatus Atlas, classifica os padrões de flatulência em categorias baseadas na frequência e nas características de som e odor.
A flatulência é um subproduto natural do processo digestivo. O trato digestivo gera gases como hidrogênio, dióxido de carbono e metano ao decompor alimentos não digeridos no intestino grosso. A ingestão de ar, ao beber rápido ou mascar chiclete, também pode causar a produção de gases.
O Human Flatus Atlas dividiu os padrões em três grupos: ‘Pessoas Normais’, que ainda não foram totalmente definidas, ‘Hiperprodutores de Hidrogênio’, que emitem 40 a 50 eventos diários, e ‘Digestores Zen’, que possuem dieta rica em fibras e produzem pouco gás.
Além da frequência, a análise considera o som e o odor. Flatulências barulhentas, mas sem cheiro, podem ser resultado da ingestão excessiva de ar. Já o odor de ovo podre sugere compostos sulfurosos, frequentemente ligados ao consumo de carnes ricas em proteína, cebola, alho ou vegetais crucíferos.
Outras características indicam condições específicas: cheiro doce pode apontar para a presença de açúcares ou certos alimentos, enquanto flatulências que causam sensação de queimação podem estar associadas a acidez estomacal ou alimentos condimentados.

