As exportações de carne bovina brasileira para a China devem cair para cerca de 900 mil toneladas em 2026. A projeção, feita pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), indica uma redução de 748 mil toneladas em relação ao recorde de 2025, o que pode impactar o faturamento do setor em até US$ 4,5 bilhões.
A retração ocorre após a China implementar uma medida de salvaguarda para proteger sua produção local. A regra, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, estabelece uma tarifa regular de 12% até o limite da cota. Acima desse teto, a sobretaxa atinge 55%, elevando a tributação total para 67%.
Segundo Roberto Perosa, presidente da Abiec, a exposição do setor ao mercado chinês é um fator de atenção. As empresas já adotaram medidas de contenção, como férias coletivas e redução de jornada, pois consideraram a cota esgotada. Em julho, as indústrias suspenderam a produção de cortes destinados ao mercado chinês.
Embora as vendas para outros mercados possam crescer, a projeção da Abiec aponta que o setor deve encerrar 2026 com queda de 10% nos embarques totais em relação aos 3,5 milhões de toneladas exportadas em 2025.

