O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, classificou o deputado federal Patrus Ananias, definido pelo PT como candidato ao governo estadual, como um “fantoche”. Zema afirmou, durante o 10º Encontro Nacional do Novo, em São Paulo, que a esquerda está “praticamente esquecida” no estado.
Zema avaliou que a disputa pelo governo mineiro em 2026 deve concentrar-se em nomes da direita e da centro-direita. O ex-governador declarou que o PT enfrentou dificuldades para montar uma chapa competitiva no estado. Ele citou o senador Rodrigo Pacheco e a prefeita de Contagem, Marília Campos, como nomes sondados pelo partido, mas que recusaram o convite.
“Lá [em Minas] não teve candidato em 2022 e esse ano vai ter um fantoche lá. Nem candidato é. Arrumaram um fantoche, chamaram o Rodrigo Pacheco para ser boi de piranha –ou vaca de piranha–, ele não aceitou. Chamaram a prefeita de Contagem para ser boi de piranha, ela não aceitou. E agora encontraram lá um tal de Patrus, que vai aceitar, acho que mais para poder atender o partido do que propriamente por vontade própria”, afirmou Zema.
O ex-governador também projetou a participação de outras legendas conservadoras. Ele disse que PL e Republicanos devem lançar um pré-candidato conjunto em Minas Gerais. Zema concluiu que, independentemente do nome escolhido por esses partidos, o eleitorado mineiro terá opções do campo conservador, e a esquerda terá um candidato apenas para constar.

