A Copa do Mundo de 2026 evidenciou contrastes entre Estados Unidos, Canadá e México no desenvolvimento de negócios e marketing esportivo. Embora os três países tenham cumprido o papel de anfitriões, cada mercado apresenta desafios específicos para consolidar avanços no futebol regional.
O México encerrou o torneio com otimismo, fortalecendo sua imagem e atraindo jogadores de dupla nacionalidade. Contudo, o campeonato nacional ainda carece de sistema de acesso e rebaixamento, o que gera críticas sobre a competitividade. O comando de Rafa Márquez e a torcida criam ambiente favorável para expansão comercial.
O Canadá, sob a gestão de Jesse Marsch, estruturou sua federação com foco empreendedor. A estratégia nacional visa transformar a seleção em produto consistente, apostando em marketing voltado a novos torcedores e ampliando o elenco com talentos locais.
Os EUA, apesar de liderarem em jogadores registrados, expuseram fragilidades estruturais ao serem eliminados pela Bélgica por 4 a 1. O modelo de franquias e o sistema universitário continuam sendo barreiras. A MLS, principal liga nacional, é vista como destino de atletas em fim de carreira, limitando sua atratividade.
Com a Copa Ouro da Concacaf em 2027, os três países têm a oportunidade de transformar o legado do Mundial em estratégias de negócios mais consistentes, focando no engajamento de novas bases de torcedores.

