A associação da indústria automobilística alemã, VDA, defendeu a necessidade de reformas no setor para competir no exterior. A entidade propôs ajustes de pessoal, incentivos fiscais e flexibilização de normas trabalhistas, em meio a planos de corte de produção da Volkswagen.
A VDA afirmou que as empresas precisam realizar ajustes profundos para lidar com a competitividade. A presidente da VDA, Hildegard Müller, declarou que as condições atuais são ruins para a indústria na Europa e na Alemanha. Müller disse que a maior ameaça vem da China, maior fabricante de carros elétricos do mundo, contra a qual os europeus enfrentam dificuldades.
A Volkswagen, por sua vez, cogita eliminar até 100 mil postos de trabalho em suas fábricas globais, um dobro do que havia sido planejado. O presidente da VW, Oliver Blume, explicou que o modelo de negócios atual não funciona mais. A empresa já confirmou a eliminação de 50 mil postos na Alemanha até 2030, após registrar queda de 44% no lucro líquido em 2025.
A indústria automobilística é um pilar da economia alemã, gerando cerca de 3,2 milhões de empregos diretos e indiretos. Segundo a consultoria McKinsey, o setor representa 8% do PIB europeu. Relatórios indicam que a capacidade produtiva europeia excede a demanda em mais de 5 milhões de veículos anuais.

