O presidente da FIFA, Gianni Infantino, percorreu cerca de 92,9 mil quilômetros entre os três países anfitriões — Canadá, México e EUA — para acompanhar a Copa do Mundo de 2026. A viagem, realizada em um Gulfstream G650ER, equivale a duas voltas ao equador da Terra, segundo cálculos baseados em dados de aviação.
A Copa do Mundo deste ano conta com um número inédito de 104 partidas, resultado da expansão da competição para 48 times. Infantino, que tem sido uma figura constante no torneio, participou de dois jogos no mesmo dia em cidades distintas em 13 ocasiões. Em 2022, o presidente havia assistido a todas as 64 partidas realizadas no Catar.
O deslocamento mais longo de Infantino ocorreu em 26 de junho, quando seu jato voou mais de 5.500 milhas (cerca de 8.851 km). A presença do dirigente tem sido notável, especialmente considerando a dimensão sem precedentes do torneio, que é o primeiro na história da FIFA a ser sediado por três países.
O itinerário de Infantino gera impacto ambiental significativo. Segundo Barry Shevlin, CEO da empresa de aviação privada FlyUSA, os deslocamentos podem gerar mais de 700 toneladas de emissões de CO2. A FIFA, por sua vez, informou que considera estender o próximo torneio para incluir 64 times, que será coorganizado por Marrocos, Portugal e Espanha em 2030.

