A imprevisibilidade do conflito entre Estados Unidos e Irã elevou o preço do petróleo, com o barril Brent cotado a US$ 84,23 em julho. Apesar da alta internacional, os preços da gasolina e do diesel no Brasil mantêm altas de cerca de 5% e 10%, respectivamente, desde fevereiro, devido a fatores internos.
A commodity petrolífera subiu em julho após novas ondas de ataques entre os dois países e a retomada do bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do comércio global de petróleo. O Brent atingiu US$ 84,23, um aumento de 15,5% no mês. Contudo, o petróleo ainda está abaixo do pico de US$ 118,03 registrado em abril.
No mercado brasileiro, a desaceleração internacional não se refletiu nos postos. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que os combustíveis acumulam altas desde fevereiro. Especialistas apontam que a incerteza geopolítica e o subsídio governamental ajudam a conter o encarecimento, limitando a queda de preços.
Para mitigar o impacto inflacionário, o governo federal destinou mais de R$ 30 bilhões a medidas de contenção. A Petrobras também atuou, reduzindo o preço do diesel nas refinarias em R$ 0,35 após o fim de um subsídio. No entanto, a decisão sobre o subsídio à gasolina foi adiada após a nova escalada do conflito no Oriente Médio.

