A Justiça da Bahia decretou a prisão preventiva de um argentino acusado de injúria racial após imitar um macaco em direção a um homem negro em Morro de São Paulo, no sábado (18). O ato ocorreu na última quarta-feira (15), durante a semifinal da Copa do Mundo entre Argentina e Inglaterra.
O juiz plantonista Marcelo Lagrota foi responsável pela decisão e determinou a inclusão do mandado no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). O magistrado rejeitou a alegação de que o gesto seria uma brincadeira, afirmando que o racismo manifestado por imitações de macaco viola a dignidade humana e configura ato ilícito.
A investigação aponta que o acusado fez gestos degradantes contra um cliente negro de 22 anos. Após a repercussão do vídeo nas redes sociais, o argentino deixou o Brasil na mesma noite, embarcando para Buenos Aires na manhã de quinta-feira (16), o que o tornou foragido.
Lagrota fundamentou a prisão na fuga do indivíduo, que não possui vínculo formal no país. O juiz considerou provas como boletim de ocorrência, depoimento da vítima e registros audiovisuais para embasar a medida cautelar, entendendo que outras formas de monitoramento seriam insuficientes.

