O Irã utiliza o tempo, a pressão sobre o petróleo e o calendário eleitoral americano para dificultar uma vitória política do presidente dos Estados Unidos. Apesar da superioridade militar americana, o país busca um conflito de baixa intensidade para manter a pressão sobre Washington.
O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, firmado em junho, demonstrou deterioração em poucas semanas. As negociações nucleares não avançaram, os bombardeios recomeçaram e o Estreito de Ormuz permanece sem normalidade. A estratégia iraniana foca em impedir que o presidente dos Estados Unidos obtenha uma vitória rápida e politicamente crível.
O regime calcula que pode absorver bombardeios limitados por mais tempo do que o presidente dos EUA pode absorver custos econômicos, como inflação e gasolina cara. O conflito de baixa intensidade mantém o petróleo sob pressão e empurra soluções para mais perto das eleições legislativas americanas de novembro.
Embora Washington possua poder aéreo, naval e financeiro, o Irã joga com a pressão do estreito e do petróleo. A liderança iraniana, após mudanças internas, prioriza a soberania e o prestígio, e não troca poder estratégico por prosperidade, conforme apontado pela análise.

