As tratativas entre o Itamaraty e o governo dos Estados Unidos sobre a sobretaxa de 25% suspenderam-se, sem canal aberto para exceções até o dia 22. Diante da medida, empresários brasileiros já discutem a migração de empresas para o Paraguai para contornar o imposto.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) analisa os impactos da nova tarifa, que foi oficializada pelo USTR no dia 15. Fontes do MRE indicam que a análise não possui prazo definido. Setores atingidos reclamaram da postura do governo, concluindo que houve ganho político para os líderes, mas perda nas relações bilaterais.
A escalada protecionista americana impõe uma sobretaxa linear de 25% sobre produtos brasileiros. No Paraguai, já atuam pelo menos 179 empresas de capital brasileiro, sendo 47 instaladas nos últimos cinco anos. Especialistas explicam que essas empresas buscam o país vizinho para vender produtos ao Brasil, aproveitando um regime especial.
A rentabilidade das operações no Paraguai é atrativa devido aos ganhos tributários e encargos trabalhistas. A empresa Karsten, fabricante de artigos de cama, mesa e banho, de Santa Catarina, é um exemplo de marca nacional que iniciou operações no país vizinho em maio deste ano, em município próximo a Ciudad del Este.

