As ações da Adidas acumulam alta de cerca de 6% desde o início da Copa do Mundo, em 11 de junho, levando os papéis da empresa alemã ao maior patamar em aproximadamente oito meses. No mesmo período, a Nike registrou valorização de apenas 1,4%, evidenciando a vantagem da Adidas no mercado financeiro.
A decisão do Mundial reforçou a campanha da Adidas dentro e fora dos gramados. A empresa iniciou o torneio patrocinando 14 das 48 seleções, superando a Nike, que vestia 12 equipes, e a Puma, com 11. A vantagem se consolidou na final, quando as duas seleções decisivas usaram uniformes da Adidas, enquanto a Nike não teve representantes.
O bom desempenho esportivo reflete a recuperação dos negócios da Adidas. No primeiro trimestre deste ano, a companhia registrou 250 milhões de euros em encomendas relacionadas à Copa do Mundo e espera manter o ritmo no segundo trimestre. Em junho, a fatia de mercado da Adidas alcançou 19,2%, acima dos 16% de um ano anterior, o que impulsiona a confiança dos investidores.
A rivalidade entre as marcas ultrapassa os gramados. O Mundial marca uma mudança histórica: a Adidas deixará de fornecer uniformes da seleção da Alemanha, que passará a ser vestida pela Nike. O presidente da Federação Alemã de Futebol, Bernd Neuendorf, afirmou que a empresa americana apresentou a proposta econômica mais vantajosa.

