O fenômeno El Niño, previsto para 2026 e 2027, já demonstra intensidade no Oceano Pacífico, com impactos observáveis no Brasil, especialmente no Sul. Meteorologistas indicam que, embora ainda longe do pico, o aquecimento das águas favorece padrões atmosféricos propícios a chuvas acima da média na região.
O aquecimento do Oceano Pacífico ocorre devido à direção dos ventos, conhecidos como “westerly wind bursts” (WWBs). Esse sistema empurra o calor acumulado na parte oeste do oceano para outras áreas. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) declarou que o fenômeno atingiu o patamar de Super El Niño há pelo menos quatro meses, antecipando o episódio.
No Sul do país, o Rio Grande do Sul deve enfrentar mudanças no tempo. Meteorologistas do Clima Tempo explicam que o El Niño atua como fator de fundo, favorecendo um padrão atmosférico que propicia chuvas acima da média. A MetSul alerta que, com a evolução do fenômeno, podem ocorrer vários eventos extremos, como enchentes e grandes acumulados.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Geralmente, ele ocorre em um intervalo de cinco a sete anos e pode durar entre um e dois anos. Com o aquecimento acima da média, altera-se a circulação atmosférica, afetando níveis de chuva e temperaturas globalmente.

