O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, afirmou que o país enfrenta uma escassez de centenas de milhares de profissionais em ofícios manuais, como eletricistas e soldadores. Ele defendeu que essas funções são mais resistentes à automação por inteligência artificial do que empregos de escritório.
Dimon declarou, em conversa com veículos de comunicação no Navy Yard de Filadélfia, que o país necessita de 300 mil eletricistas e soldadores nos próximos cinco ou dez anos para reconstruir a indústria naval americana. A escassez de mão de obra qualificada representa uma oportunidade para jovens que evitam dívidas estudantis.
O executivo argumentou que trabalhos práticos, como soldagem e elétrica, resistem mais à automação do que muitas posições de colarinho branco. Essa visão ocorre em um momento de preocupação com demissões causadas por IA. Dimon anunciou um pacote de US$ 24 milhões para financiar uma nova instalação de fabricação de submarinos no Navy Yard, em parceria com a Hanwha.
O contraste entre a visão de Dimon e a realidade interna do banco é notável. O mesmo executivo reconheceu que o JPMorgan Chase cortou entre 30% e 40% de empregos em certos departamentos devido à adoção de IA. Ele direciona jovens para ofícios que, segundo ele, a tecnologia não alcançará.

