A China aumentou seus lançamentos espaciais em 22% no primeiro semestre de 2026, totalizando 44 operações. O país asiático busca ampliar sua presença orbital para competir com os Estados Unidos, que realizaram 95 lançamentos no mesmo período.
O avanço chinês inclui o primeiro teste bem-sucedido de recuperação de um foguete de classe orbital. Essa operação visa reduzir custos, seguindo a lógica de reutilização adotada por empresas norte-americanas. O foguete chinês retornou ao solo utilizando um sistema de redes, diferentemente da estrutura com pernas usada pela empresa de Elon Musk.
A disputa espacial concentra-se na colocação de satélites LEO (órbita terrestre baixa). Segundo o Orbital Radar, a SpaceX opera 10.730 satélites desse tipo, enquanto a frota chinesa possui mais de 900 unidades, representando menos de 10% da constelação americana.
No primeiro semestre, empresas chinesas realizaram 17 lançamentos focados em satélites LEO. Em contrapartida, empresas norte-americanas executaram 76 operações desse tipo, sendo 65 delas da SpaceX. O teste de recuperação chinês pode ser um ponto de virada para a indústria nacional.

