A soroterapia, que consiste na aplicação intravenosa de vitaminas e substâncias, não possui evidência científica que comprove benefícios para pessoas saudáveis. O procedimento só deve ser adotado para tratar deficiências clinicamente diagnosticadas e sob orientação de profissional de saúde competente.
A prática, popularizada nas redes sociais com promessas de mais energia e rejuvenescimento, pode gerar riscos à saúde. A aplicação na veia pode provocar infecções, reações alérgicas e outros problemas. Em situações específicas, como desidratação ou impossibilidade de nutrição oral, o tratamento é necessário, mas fora desses casos, a eficácia não é comprovada pela ciência.
Outro ponto de atenção é o risco de hipervitaminose, condição causada pelo excesso de vitaminas. Esse quadro pode manifestar sintomas como náuseas, vômitos, dor de cabeça e alterações nos órgãos como fígado e rins. Vitaminas podem causar danos quando usadas sem necessidade ou em doses elevadas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regula medicamentos e suplementos, verificando sua segurança e eficácia. A agência orienta que os cidadãos verifiquem a regularização dos produtos e a habilitação do profissional que oferece o procedimento.

