Pesquisa realizada pela Quaest, a pedido do Instituto Infinis, aponta que a violência física e verbal contra crianças persiste no Brasil. Os dados mostram que, embora a maioria da população prefira o diálogo, 62% dos entrevistados admitiram já ter gritado com uma criança.
O levantamento, que ouviu 2.202 brasileiros maiores de idade entre maio e junho de 2026, registrou 115.814 denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes nos quatro primeiros meses de 2026, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. A pesquisa confirma que 9 em cada 10 entrevistados considera o diálogo a melhor forma de corrigir comportamentos infantis.
Contudo, os resultados indicam práticas agressivas. Sessenta e dois por cento dos entrevistados afirmaram já ter gritado com uma criança, enquanto quarenta e nove por cento disseram ter dado tapas e vinte e sete por cento declararam ter batido com objetos. A diretora-executiva do Infinis, Márcia Kalvon, afirmou que “Compreender essas percepções é fundamental para romper o ciclo intergeracional de violência e orientar políticas públicas de prevenção.”
O estudo também abordou a percepção sobre o trabalho infantil. Embora 93% dos entrevistados defendam que os estudos devem ser prioridade, 61% consideram aceitável que crianças trabalhem. Além disso, 71% dos entrevistados não souberam citar leis de proteção à infância, mesmo após debates públicos recentes.

