Passageiros adormecem em robotáxis, gerando chamadas de emergência em cidades como Austin, Texas. Diferente de táxis convencionais, onde o motorista pode acordar o usuário, a tecnologia autônoma exige protocolos de segurança complexos para lidar com o comportamento humano imprevisível.
A ocorrência de usuários sonolentos em veículos autônomos complica a implementação do serviço. Além de adormecer, os passageiros podem derramar líquidos, derrubar alimentos, vomitar ou sofrer emergências médicas. Em pelo menos dois casos, houve partos dentro dos veículos.
Em Austin, os bombeiros e a polícia classificam esses eventos como “sleepers”. Segundo Roger Patterson, comandante do Serviço Médico de Emergência de Austin-Travis County, a Waymo registrou 99 chamadas relacionadas a esses casos nos primeiros nove meses de operação na capital do Texas.
Assistentes remotos monitoram os veículos por câmeras internas e tentam contato pelos alto-falantes. Contudo, se não houver resposta, os protocolos da empresa determinam o acionamento do 911. Os despachantes tratam o incidente como uma possível crise cardíaca, embora apenas cerca de 3% dessas chamadas exijam transporte hospitalar, os incidentes consomem recursos de pessoal.

