Em situações de violência doméstica, a intervenção policial é necessária para conter a confusão e proteger vítimas, como mulheres agredidas e crianças. Contudo, o sistema apresenta distorções, pois o agressor pode alegar ser vítima, enquanto o policial pode ser responsabilizado.
A chegada da polícia a ocorrências de desordem e violência doméstica revela a necessidade de intervenção estatal para proteger famílias em risco. Nesses casos, a intervenção visa interromper ciclos de violência, mas o desfecho judicial pode apresentar distorções.
O homem que inicia a violência pode, ao ser levado à delegacia, alegar lesão corporal, invasão de domicílio ou prisão ilegal, assumindo o papel de vítima. A mulher e os filhos, que necessitaram da proteção do Estado, tornam-se testemunhas do ocorrido.
A análise da situação aponta que a ausência de políticas públicas adequadas empurra as forças policiais a resolver problemas que extrapolam sua função. O policial chamado para proteger a família pode, assim, acabar ocupando o banco dos réus.

