Os Estados Unidos intensificaram os ataques contra o Irã na madrugada desta quinta-feira (16), ampliando a ofensiva para áreas ao norte do país e atingindo regiões próximas à capital, Teerã. A ação foi seguida por uma retaliação iraniana com mísseis e drones contra países do Oriente Médio que abrigam forças americanas, elevando o risco de conflito regional.
Segundo a imprensa estatal iraniana, os bombardeios americanos atingiram áreas nos arredores de Teerã e na província de Semnan, onde estão instalações ligadas à produção de mísseis balísticos e ao programa espacial iraniano. Relatos também apontam ataques nas províncias de Hamedan, Hormozgan, Khuzistão, Lorestão, Markazi e Sistão-Baluchistão. Além disso, militares americanos atacaram o petroleiro Belma, de bandeira de Curaçao, no Golfo Pérsico, após a embarcação ignorar avisos.
Autoridades iranianas informam que os bombardeios americanos causaram mais de 35 mortos e cerca de 300 feridos desde o início da nova fase do conflito. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos no Bahrein, na Jordânia e no Kuwait, países que sediam bases militares americanas. Um porta-voz iraniano afirmou que “Toda a infraestrutura da região será destruída sob os golpes de aço das poderosas forças armadas da República Islâmica do Irã”.
A nova onda de ataques ocorre após o fracasso de um acordo provisório. Enquanto isso, o primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, condenou um ataque com drones contra a cidade de Erbil, na região autônoma do Curdistão iraquiano, durante sua visita aos Estados Unidos.

