A cobertura de questões climáticas em veículos de comunicação sofre com demissões de repórteres e editores especializados, um sinal de alerta sobre a vitalidade da editoria. Dados mostram que a atenção da mídia global caiu 38% em 2025, enquanto um estudo aponta que o tema representa apenas 0,55% da cobertura dos principais veículos dos Estados Unidos.
A diminuição na cobertura climática é evidenciada por dados da Universidade do Colorado, que apontam queda de 38% em 2025 em relação ao pico de 2021. Paralelamente, a Media Matters for America constatou queda de 35% no tempo dedicado a temas climáticos pelas emissoras de televisão aberta dos Estados Unidos desde 2024. Pesquisadores afirmam que o volume de palavras-chave não reflete o perigo, pois o clima é um tema subnotificado.
A saúde do jornalismo climático depende da presença de profissionais especializados. Grandes veículos têm reduzido investimentos: no final de 2025, uma emissora demitiu 100 funcionários, desmantelando sua equipe climática. Outro veículo reduziu em 74% sua equipe dedicada ao clima em fevereiro. A NPR também cortou 28 postos, incluindo dois na equipe climática, em maio.
Especialistas argumentam que a cobertura eficaz exige conhecimento aprofundado, e não apenas menções superficiais. A excelência reside no conhecimento especializado que os jornalistas trazem, e não na frequência de palavras-chave. A manutenção de equipes dedicadas, como as de veículos especializados, é vista como a melhor esperança para um jornalismo ponderado sobre a crise climática.

