A Ryanair registrou lucro após impostos de 538 milhões de euros no primeiro trimestre, mas o resultado sofreu queda de 34% em relação ao ano anterior. A companhia aérea atribuiu a redução ao adiamento de reservas por consumidores, motivado pela crise no Oriente Médio, e ao aumento de custos operacionais de 11%.
A empresa informou que 20% de seu combustível não protegido por hedge esteve exposto a picos de preços, enquanto as tarifas de passagens caíram 6%. O custo operacional total atingiu 3,81 bilhões de euros, refletindo o mais de dobro do preço do combustível sem proteção no trimestre. As ações da companhia caíram 5,6% após a abertura do mercado.
O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, declarou que o conflito no Oriente Médio gerou hesitação nos consumidores, o que forçou a redução de tarifas. O executivo afirmou que a política de hedge da empresa protege contra a volatilidade do petróleo, conferindo uma vantagem de custo sobre concorrentes europeus, enquanto outras companhias aéreas enfrentam um “inverno difícil”.
Analistas apontam que o preço médio do combustível de aviação subiu 41% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 127 por barril, segundo o Jet Fuel Price Monitor da IATA. A empresa divulgou projeções conservadoras, alertando que o lucro permanece “altamente sensível” a desenvolvimentos geopolíticos adversos.

