O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou um relatório acusando Cuba de fomentar o extremismo de esquerda e manter uma rede de espionagem para minar interesses norte-americanos. O documento afirma que o regime cubano atuou em insurreições de extrema esquerda no Hemisfério Ocidental por quase sete décadas.
O relatório detalha que a crise econômica cubana esconde operações de inteligência e influência, segundo o documento. As alegações apontam que Cuba utiliza espionagem tradicional e influência política para fortalecer sua atuação ideológica. O Departamento de Estado coloca Cuba no centro de uma coalizão antiamericana que inclui Rússia, China e Irã.
As acusações se relacionam a eventos recentes, como os protestos do caso George Floyd e o crescimento do grupo Antifa. O documento cita contatos com ativistas radicais negros e grupos como Democratic Socialists of America. Em maio, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que ampliou sanções e declarou Cuba uma ameaça à segurança nacional.
O texto também menciona casos históricos de infiltração no governo dos EUA, citando ex-embaixador e analistas. Segundo o relatório, os serviços de inteligência cubanos recrutam norte-americanos por afinidade ideológica, direcionando-os a governos, universidades e instituições da sociedade civil.

