A operação de segurança do Escritório Federal de Investigação (FBI) garantiu a ausência de grandes ataques criminosos durante a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos. O esquema, considerado o maior da história da agência para um evento esportivo, envolveu quase 5 mil servidores e cobriu 78 partidas em 11 cidades norte-americanas.
O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que o planejamento exigiu precisão diante do grande volume de pessoas. A agência empregou mais de 4 mil agentes regionais e cerca de 800 servidores da sede, além de 59 forças-tarefa ligadas ao Departamento de Segurança Interna. O torneio, que contou com a participação de torcedores de três países, registrou quase 7 milhões de presenças sem incidentes graves de segurança.
Uma das principais preocupações foi o uso de drones não autorizados. O FBI derrubou mais de 700 equipamentos, pois muitos configuravam crimes por violação do espaço aéreo. Para combater essa ameaça, a agência criou sua primeira escola especializada em combate a sistemas de aeronaves não tripuladas, instalada no Alabama.
Durante o evento, investigadores identificaram uma suposta conspiração para atacar um evento relacionado à Copa, na Casa Branca. Promotores federais apontaram que os suspeitos planejavam usar drones carregados com explosivos. O FBI iniciou uma ação coordenada em seis estados e neutralizou a ameaça antes que ela ocorresse. O diretor Patel atribuiu o sucesso também à cooperação internacional e à força-tarefa criada pelo presidente Donald Trump.

