Estrategistas da Ágora Investimentos alertam que, apesar da diminuição do ânimo, não é hora de desistir da Bolsa brasileira. A análise, baseada em pesquisa trimestral com investidores institucionais, aponta um clima de cautela, mas sem pânico, indicando que o país está barato.
A visão geral dos gestores segue comprada em Brasil, com pouco capital parado em caixa, sinalizando confiança no mercado emergente. Contudo, o apetite por risco diminuiu e o entusiasmo com o real esfriou. A Ágora notou que estrangeiros e brasileiros passaram a ter visões semelhantes sobre o país, diferentemente do início do ano.
Os investidores atuais se concentram em setores defensivos, como bancos, elétricas e telecomunicações, que oferecem receitas previsíveis. Em relação aos fatores de mercado, a eleição é vista como o maior catalisador, enquanto a projeção da Selic pela casa é de 13,75%, contrastando com o pessimismo do mercado.
Em termos de ações, o Itaú foi eleito unânime como preferido, enquanto a Vale foi a menos querida. Os especialistas sugerem uma estratégia ‘barbell’, combinando papéis ofensivos, como Nubank e BTG Pactual, com nomes defensivos, como Itaú e Equatorial, para navegar na volatilidade.

