O presidente sérvio anunciou a renúncia à função constitucional, apesar de seu mandato terminar em um ano. Ele também visitou a Ucrânia, país em guerra, algo que havia evitado durante o conflito. Analistas veem os passos como uma manobra tática para manter o controle político.
O líder sérvio apresentou dois movimentos inesperados recentemente. Primeiro, ele anunciou a renúncia ao cargo constitucional mais alto, embora seu mandato termine apenas em um ano. Em seguida, ele viajou para a Ucrânia, país devastado pela guerra, para onde se recusava a ir durante o conflito devido aos laços com o governo russo.
Segundo um analista da Associação para Questões Internacionais (AMO), o movimento não visa acalmar a oposição sérvia. O especialista afirma que é uma manobra tática para manter o controle da situação. A renúncia permite ao presidente cronometrar as eleições presidenciais e parlamentares de forma que beneficie seu partido.
O analista acrescentou que, após a renúncia, o presidente pode concorrer à presidência em eleições antecipadas e buscar o cargo de primeiro-ministro. Embora a visita a Kiev não sinalize grande mudança nas relações sérvio-russas, o líder buscará usar a viagem para mostrar uma face pró-Ocidente à União Europeia.

