Plataformas de delivery, como iFood e Rappi, registram milhões de pedidos, concentrando vendas em aplicativos. Segundo Dhionatan Paulino, especialista em Food Service, cada recusa de pedido faz o algoritmo alterar o ranqueamento do estabelecimento na plataforma.
Paulino explica que os sistemas das plataformas monitoram o comportamento dos restaurantes em tempo real. A recusa, a demora na confirmação ou o cancelamento são interpretados pelo sistema como sinal de baixa capacidade operacional. Esse processo resulta na perda gradual de posição no ranking de busca, diminuindo a oferta de clientes ao negócio.
O especialista aponta que o erro comum é tratar o aplicativo como um balcão físico, onde é possível fechar o serviço em horários de pico. No ambiente digital, o consumo é contínuo, e cada recusa gera um ponto negativo no perfil do estabelecimento. Para evitar isso, Paulino recomenda que os restaurantes desenhem uma estratégia de delivery antes de operar, adaptando o cardápio ao canal digital.
Outro ponto crucial é dimensionar a cozinha para atender ao delivery separadamente do salão. O monitoramento semanal de indicadores, como a taxa de aceitação e o tempo de preparo, também é fundamental. Paulino afirma que o restaurante que entende a lógica digital não vê a plataforma como adversária, mas como um ambiente que exige preparo técnico.

