O Google planeja colocar em operação, até 2028, um novo chip de inteligência artificial desenvolvido internamente para reduzir a escassez de capacidade computacional. A falta de infraestrutura gerou atritos internos e levou o Google Cloud a recusar contratos com clientes externos, segundo informações de veículos de comunicação.
O projeto visa aliviar a limitação de infraestrutura para processamento de IA. No mês passado, a empresa firmou um acordo para pagar à SpaceX cerca de US$ 1 bilhão por mês, visando suprir parte da demanda de computação corporativa. O novo chip, conhecido internamente como Frozen v2, terá uma restrição: sua compatibilidade com futuras versões do modelo Gemini depende da manutenção da arquitetura de IA atual.
Enquanto avança na expansão, o Google enfrenta desafios imediatos. O lançamento da próxima versão do Gemini Pro foi adiado, e a empresa perdeu pesquisadores seniores para concorrentes. Modelos chineses, como Moonshot AI e Alibaba, ampliaram sua participação, representando 45% do uso de tokens de IA por companhias nos Estados Unidos.
Em paralelo à disputa tecnológica, o CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, participa de reuniões no Capitólio. Ele defende a criação de um órgão de supervisão da inteligência artificial, inspirado na FINRA, para testar modelos avançados sob a ótica de riscos à segurança nacional.

