A Copa do Mundo, que se encerra nos EUA, reforça o futebol como um dos maiores negócios mundiais. O esporte gera movimentações financeiras bilionárias, embora estudos detalhados sobre o impacto total ainda sejam limitados.
A movimentação financeira do futebol é vasta, mas não há projeções abrangentes. Em 2022, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, declarou que o setor movimentava US$ 286 bilhões anuais. Essa cifra colocaria o futebol entre as 50 maiores economias mundiais, comparável ao PIB da Finlândia.
A consultoria Deloitte divulgou que o valor de mercado do futebol europeu na temporada 2024/25 atingiu 40,2 bilhões de euros. Este valor abrange receitas de clubes, ligas e vendas de direitos de TV. Contudo, a pesquisa não inclui gastos indiretos, como hospedagem de torcedores ou faturamento da mídia esportiva.
O crescimento das apostas também impulsiona o setor. O volume global de apostas cresceu 50% desde 2022 e deve chegar a US$ 123,4 bilhões neste ano, segundo a Grand View Research. Esse fluxo de dinheiro ajudou os 20 principais clubes brasileiros a aumentar seu faturamento de R$ 9 bilhões em 2022 para R$ 15 bilhões no ano passado, conforme a consultoria Sports Value.
A remuneração no futebol reflete seu valor econômico. O jogador mais bem pago, Cristiano Ronaldo, recebe cerca de US$ 300 milhões anuais, superando o CEO Niraj Shah, que ganha US$ 280,8 milhões, segundo o ranking da consultoria The Motley Fool.

