Guilherme Paulus, fundador e presidente do conselho da CVC, afirmou que agências de turismo precisam investir em tecnologia e inteligência artificial para manter a relevância no mercado. Segundo o empresário, a digitalização mudou a forma como o consumidor pesquisa e organiza viagens, exigindo atualização do setor.
Paulus declarou que, embora a internet ofereça acesso direto a passagens e roteiros, a agência de viagens se mantém relevante ao fornecer curadoria, suporte e atendimento personalizado. Ele explicou que a inteligência artificial pode auxiliar na organização de informações, mas o contato humano permanece essencial para orientar o viajante, especialmente em momentos de necessidade ou insegurança.
O empresário ressaltou que o diferencial da agência reside em facilitar a experiência do viajante, escolhendo melhores conexões e oferecendo apoio em caso de problemas. Paulus relembrou que a CVC, fundada em 1972 em Santo André, cresceu ao identificar nichos e levar lojas para shopping centers, transformando a compra de viagens em rotina de consumo.
Apesar dos desafios, como os enfrentados durante a pandemia, Paulus afirmou que a companhia se estabilizou. Ele comentou que a credibilidade é um ativo fundamental, pois o cliente valoriza empresas que entregam informação precisa e apoio real, e não apenas a comparação de preços online.

