O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento das investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o esquema da Abin paralela. A decisão, tomada na última segunda-feira (20/07/2026), baseou-se no fato de que os fatos já foram tratados em ação anterior que condenou o ex-presidente e o ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência.
O inquérito policial investigava o uso de programa de espionagem contra adversários do governo Bolsonaro por agentes da Abin. O ministro Moraes afirmou que os indícios apontaram a apropriação indevida da Abin, majoritariamente por policiais federais. Ele destacou que o sistema First Mile foi usado exclusivamente por servidores da Agência Brasileira de Inteligência entre 2019 e 2022, conforme reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal.
Moraes também concluiu que o relatório da Polícia Federal não apresentou indícios suficientes contra o corregedor da Abin, José Fernando Moraes Chuy, nem contra outros diretores citados. Por essa ausência de indícios, o ministro afastou a justa causa para continuar as investigações contra esses indivíduos.
No entanto, o relator determinou que o inquérito prossiga contra outras 28 pessoas. A remessa foi enviada à Justiça Federal, visto que não há mais envolvimento de autoridades com foro no Supremo. Entre os investigados estão o filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, e outros assessores e agentes.

