O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que a Copa do Mundo de 2026 provocou oscilações de carga mais intensas no sistema brasileiro do que o Mundial de 2022. As variações de consumo chegaram a quase 20%, em contraste com os 11% a 14% da edição anterior, segundo o órgão.
As grandes variações de demanda decorrem da mudança simultânea na rotina de milhões de pessoas durante os jogos. O consumo de residências e comércios tende a cair durante as partidas, mas a retomada de atividades nos intervalos eleva rapidamente a demanda, um movimento chamado de rampa de carga pelo setor elétrico.
A maior queda foi registrada no confronto entre Brasil e Japão, em 29 de junho de 2026. Nesse período, a carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) ficou até 21% abaixo da curva de referência do ONS. Em outra partida, a final entre Argentina e Espanha, a carga ficou até 6,6% abaixo do padrão em um domingo típico.
As oscilações também aumentam a necessidade de restringir a geração. O ONS determina o corte de produção, chamado de curtailment, quando a oferta excede a demanda ou a rede de transmissão não suporta o volume. Os cinco jogos da seleção brasileira exigiram a restrição de 50,4 GWh de geração solar e eólica em 10 horas de campo.

