A otimização de motores de busca (SEO) cede espaço para o GEO, ou Generative Engine Optimization, que mede a capacidade de empresas aparecerem em respostas geradas por inteligências artificiais como ChatGPT e Gemini. O índice, lançado pela Naia, monitora a visibilidade de marcas em diferentes setores de mercado.
O novo conceito GEO avalia a presença de marcas em consultas feitas a ferramentas de IA, que já atingiram mais de 1 bilhão de usuários mensais globalmente, segundo dados do Google. As pesquisas realizadas nesses ambientes de inteligência artificial são, em média, três vezes mais longas que as buscas tradicionais em mecanismos de busca.
A Naia, plataforma brasileira, criou o Naia Index para organizar rankings setoriais. A metodologia analisa a frequência e a posição de aparição das marcas em respostas que simulam intenções de compra. No índice, Bradesco Saúde figura com 8 de 10 menções em planos de saúde, Nubank com 9 de 10 em bancos digitais, e Porto Seguro com 9 de 10 em seguros de carros.
Segundo os cofundadores da Naia, Alexandre Caramaschi e Ariel Alexandre, as marcas competem agora por recomendações, e não apenas por cliques. Um levantamento da ChannelEngine aponta que 58% dos consumidores usam ferramentas de IA para pesquisar produtos, e 37% iniciam a jornada de compra a partir de assistentes de inteligência artificial.

